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Artigo - Jornal O Povo - Terapia nutricional enteral no âmbito hospitalar

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12/06/19
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Artigo - Jornal O Povo - Terapia nutricional enteral no âmbito hospitalar

Terapia nutricional enteral no âmbito hospitalar

 

A relação estreita entre nutrição e saúde é sugerida há muito tempo. As tentativas de se curar doenças através dos alimentos, ou a busca da melhor nutrição para os convalescentes são exemplos disso e remontam a diversas sociedades em variadas épocas.

Atualmente, entretanto, a importância da nutrição no processo de doença já é consolidada e comprovada. A ciência reconhece que pacientes desnutridos, quando adoecidos, têm pior evolução, com mais chances de complicação e desfecho letal. Pesquisas nacionais e ao redor do mundo demonstram também que a desnutrição não é exclusiva de países pobres. O problema da desnutrição vai além da indisponibilidade de alimentos. Alterações metabólicas e funcionais das doenças fazem com que pacientes idosos, cirúrgicos, críticos e oncológicos estejam particularmente vulneráveis a desnutrição.

Reconhecendo a relevância desse cenário, a nutrição dos enfermos é hoje assunto importante nos hospitais, e a atenção despendida nessa questão pode impactar na qualidade da assistência aos pacientes. Equipes multiprofissionais envolvendo nutricionistas, médicos, enfermeiros e fonoaudiólogos têm cada vez mais se engajado em diagnosticar os pacientes em risco nutricional e aplicar-lhes a terapia nutricional apropriada. Todos esses cuidados, introduzidos precocemente podem garantir mais chance de sucesso no tratamento das enfermidades.

Considerando as modalidades de manejo nutricional, merece destaque a chamada Terapia Nutricional Enteral (TNE). Nesse tratamento, o paciente recebe uma alimentação composta de nutrientes selecionados. O alimento liquefeito é administrado através de sondas digestivas, que acessam diretamente o estômago ou o intestino delgado do paciente. São exemplos de sondas as chamadas naso-entéricas e as gastrostomias.

O desenvolvimento da Terapia Nutricional Enteral constitui-se em um grande avanço da Nutrição, pois permite que pacientes outrora incapazes de atingir suas necessidades nutricionais diárias possam fazê-lo de maneira segura, garantido-lhes assim maiores condições de manter a constituição de órgãos, tecidos e sistemas, tão necessários para enfrentar o processo de doença.

Entre os pacientes que frequentemente requerem nutrição enteral, estão aqueles inconscientes, intubados, idosos com síndromes demenciais e dificuldade de deglutição, pacientes no pós-operatório de grandes cirurgias, ou quaisquer pacientes cujo trato digestório esteja funcionante, mas que não atingem suas necessidades nutricionais pela nutrição oral. Quando a nutrição oral é restabelecida satisfatoriamente, a nutrição enteral já terá cumprido seu papel, não se fazendo mais necessária.

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