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Artigo - Jornal O Povo - EEG - Eletroencefalograma e Suas Muitas Aplicações

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03/06/19
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Artigo - Jornal O Povo - EEG - Eletroencefalograma e Suas Muitas Aplicações

O Eletroencefalograma e Suas Muitas Aplicações

 

            Criado pelo neurologista e psiquiatra alemão Hans Berger, o eletroencefalograma (EEG) teve seu primeiro registro realizado no ano de 1924 pelo seu criador em seu filho, Klaus. Esse feito, publicado em 1929, demonstrou a possibilidade do registro da atividade elétrica cerebral. Na época, tratava-se de um enorme desafio, cujo esforço se justificou quando o próprio Prof. Hans Berger pôde, em publicações científicas subsequentes, demonstrar este equipamento como excelente biomarcador de doença cerebral, já, pouco tempo depois de sua invenção, registrando pela primeira vez o comportamento em neurofisiologia da epilepsia.

            O esmero e disciplina dedicados ao seu desenvolvimento e pesquisa revelaram neste um instrumento de grande importância, por vezes decisivos, nas doenças neurológicas, como epilepsia, tumores cerebrais, avaliação de cognição e amadurecimento cerebral, distúrbios do sono, estado de coma, etc. No entanto, é na epilepsia que sua importância se destaca.

            Desde sua criação, poucas coisas se alteraram no seu princípio de funcionamento, no entanto, o avanço tecnológico tornou viável o avanço de sua acurácia e portabilidade. Suas indicações, portanto, se expandem, na medida que novas descobertas científicas vem a luz reveladas pelo eletroencefalograma, o que aumenta sua relevância na prática médica.

            Trata-se de um recurso de custo baixo e de grande importância no arsenal de diagnóstico complementar na medicina, assim como na monitorização e acompanhamento evolutivo de tratamento, como no caso da epilepsia.

            O eletroencefalograma não foge a regra de todo e qualquer exame complementar, cuja boa indicação e interpretação de seu laudo são essenciais para um bom suporte ao paciente.

            A boa realização deste exame passa necessariamente pelo uso de bom equipamento e ambiente de funcionamento. Mas, acima de tudo, o uso adequado da metodologia em sua montagem, coleta e interpretação do seu registro, dependem da acurácia no conhecimento e experiência do médico neurologista e neurofisiologista responsável, que aplicará o protocolo correto e seguro do exame, conforme sua indicação, concluindo, em laudo, os dados colhidos.

            A abrangência do eletroencefalograma há muito ultrapassa o ambiente de consultórios e clínicas. Sua aplicação em pacientes internados, sobretudo pacientes críticos em UTI é decisiva em várias nuances terapêuticas. Diversos hospitais do Ceará, como é o caso do Hospital São Carlos, compõem equipes de neurologia capacitadas na boa indicação e abordagem de pacientes que contam com este recurso.

           

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