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Artigo - Jornal O Povo - O USO DE TOXINA BOTULÍNICA APÓS O AVC

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20/05/19
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Artigo - Jornal O Povo - O USO DE TOXINA BOTULÍNICA APÓS O AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a doença que mais mata brasileiros e é a principal causa de incapacidade no mundo. Muitos sobreviventes têm sequelas crônicas e prejuízo nas suas capacidades motora e funcional, interferindo na sua habilidade de realizar atividades do cotidiano. Uma das incapacidades que o AVC pode causar é a chamada espasticidade, que pode ser caracterizada por um aumento do tônus muscular, rigidez, diminuição de força, dificultando a movimentação da região afetada e podendo causar dor. A espasticidade se instala em dias ou até semanas após o AVC e se não for tratada adequadamente pode piorar com o tempo, resultando em deformidade permanente e interferindo dessa forma na reabilitação desses pacientes, deixando-os mais dependentes para atividades básicas da vida diária, como tomar banho, se vestir e até se alimentar.  

Uma das opções de tratamento para esta condição é a Toxina Botulínica. Esta substância atua temporariamente bloqueando a conexão entre o nervo e o músculo deixando o músculo relaxado e foi usada inicialmente na década de 70, para tratar estrabismo. Na década de 90 seu uso já estava difundido para vários transtornos neurológicos, como distonias, torcicolo, espasmo hemifacial, câimbra do escrivão e blefaroespasmo e em afecções não neurológicas, como na estética e para casos de suor excessivo nas mãos e pés. O uso da toxina no tratamento da espasticidade após o AVC visa melhorar a mobilidade desses pacientes, facilitar a higienização adequada, abrandar a dor e favorecer uma melhor qualidade de vida. O uso dessa medicação é o tratamento de escolha nessas situações. Seu efeito entretanto, passa com o tempo, tendo que ser reaplicada entre 3 e 6 meses e a medicação tem poucos efeitos colaterais, sendo estes principalmente nos locais da aplicação. É importante ressaltar o papel dos outros profissionais de saúde na reabilitação desses pacientes mesmo após o uso da toxina, como o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, que tem uma função essencial na manutenção dos benefícios dessa medicação e na qualidade de vida do paciente.

O Hospital São Carlos é referência no tratamento do AVC em sua fase aguda e nas suas possíveis complicações, dispondo de uma equipe de médicos neurologistas capacitados para realizar a aplicação de toxina botulínica, visando o cuidado diferenciado para com o paciente.

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